Sintomas de disfunção temporomandibular: quando investigar DTM?

Por Odonto Equipamentos | Publicado em

Sintomas de disfunção temporomandibular: quando investigar DTM?
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Os sintomas de disfunção temporomandibular (DTM) podem envolver dor, alterações nos movimentos mandibulares e manifestações relacionadas à articulação temporomandibular (ATM) e aos músculos mastigatórios. Para o cirurgião-dentista, reconhecer esses sinais é importante para determinar quando aprofundar a investigação e diferenciar a DTM de outras condições com manifestações semelhantes.

A DTM não corresponde a uma única doença. O termo engloba diferentes alterações que podem afetar a articulação temporomandibular, os músculos da mastigação ou ambos. Por isso, a avaliação clínica deve considerar a história do paciente, os sinais apresentados e, quando necessário, exames complementares.

O Ministério da Saúde, no material de referência sobre DTM e dor orofacial disponibilizado na Biblioteca Virtual em Saúde, destaca a importância da avaliação clínica para identificar alterações relacionadas à articulação e à musculatura mastigatória.

O que é disfunção temporomandibular

A disfunção temporomandibular é um conjunto de alterações que acometem os componentes do sistema temporomandibular, incluindo a articulação temporomandibular e os músculos responsáveis pela mastigação.

A ATM conecta a mandíbula ao crânio e participa de movimentos essenciais para funções como mastigação e fala. Quando estruturas articulares ou musculares apresentam alterações, podem surgir dor, limitação funcional e ruídos articulares.

A Sociedade Brasileira de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (SBDOF) considera a DTM dentro do campo da dor orofacial, destacando a necessidade de avaliação criteriosa para estabelecer o diagnóstico e definir a abordagem adequada.

Por apresentar diferentes manifestações, a investigação não deve ser baseada em um único sintoma isolado.

Principais sintomas da DTM

Entre os sinais e sintomas que podem estar relacionados às disfunções temporomandibulares estão:

  • dor nos músculos da mastigação;
  • dor na região da articulação temporomandibular;
  • dificuldade ou limitação para abrir a boca;
  • desvios ou alterações na trajetória de abertura mandibular;
  • estalos ou outros ruídos durante os movimentos;
  • sensação de travamento mandibular;
  • dor que pode se estender para regiões próximas, como face, cabeça ou ouvido.

A presença de ruídos articulares, isoladamente, não significa necessariamente que exista uma DTM que demande tratamento. Essa interpretação depende da associação com sintomas, alterações funcionais e outros achados clínicos.

Relação entre bruxismo, estresse e DTM

A relação entre bruxismo e disfunção temporomandibular (DTM) é multifatorial e não deve ser interpretada como uma relação direta de causa e efeito. Estudos apontam associação entre essas condições, mas a avaliação deve considerar o tipo de DTM e as características individuais do paciente.

Fatores psicossociais, comportamentais e relacionados ao sono, como estresse, ansiedade e alterações do sono, também podem estar associados à ocorrência e à persistência de sintomas de DTM. Os critérios DC/TMD incluem esses aspectos na avaliação clínica.

Por isso, bruxismo, estresse e qualidade do sono devem ser considerados dentro de uma avaliação clínica abrangente, sem que qualquer um desses fatores seja utilizado isoladamente para estabelecer o diagnóstico de DTM.

Como é feito o diagnóstico clínico

O diagnóstico da DTM é predominantemente clínico. A investigação começa pela anamnese, com levantamento da queixa principal, características da dor, duração dos sintomas, fatores desencadeantes e possíveis limitações funcionais.

O exame clínico pode incluir avaliação dos movimentos mandibulares, palpação dos músculos mastigatórios e da ATM, análise de ruídos articulares e identificação de alterações durante abertura e fechamento da boca.

Os DC/TMD propõem critérios padronizados para avaliação de diferentes condições temporomandibulares, incluindo diagnósticos relacionados à dor e às alterações articulares.

Exames de imagem não são necessariamente indicados para todos os casos. Sua utilização deve estar relacionada à hipótese diagnóstica e à necessidade de investigar estruturas que não podem ser avaliadas adequadamente apenas pelo exame clínico.

Radiografias, tomografia computadorizada e ressonância magnética podem apresentar aplicações distintas na investigação, dependendo da estrutura que se pretende analisar.

Tratamentos mais utilizados para DTM

O tratamento da DTM deve ser definido de acordo com o diagnóstico estabelecido, a intensidade dos sintomas, a duração do quadro e os fatores associados.

A abordagem pode envolver medidas conservadoras, acompanhamento clínico e intervenções direcionadas à condição identificada. Em determinados casos, podem ser utilizados recursos como orientações comportamentais, fisioterapia, dispositivos intraorais e medicamentos, conforme avaliação profissional e indicação clínica.

A SBDOF destaca a importância de uma abordagem baseada no diagnóstico e de estratégias terapêuticas individualizadas para os diferentes tipos de dor orofacial.

Também é importante evitar a indicação indiscriminada de procedimentos irreversíveis quando não houver justificativa diagnóstica adequada. A definição do tratamento deve considerar evidências científicas, características individuais e objetivos clínicos.

Conclusão

Reconhecer os sintomas de disfunção temporomandibular é o primeiro passo para identificar pacientes que necessitam de uma investigação mais aprofundada. Como a DTM envolve diferentes condições, a avaliação clínica sistematizada é essencial para estabelecer o diagnóstico e direcionar a conduta.

Para clínicas que atuam com DTM e dor orofacial, recursos de diagnóstico por imagem podem complementar a avaliação clínica quando houver indicação.

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